Bancada do PSDB na Câmara decide continuar no governo Temer

PSDB continuará acompanhando os desdobramentos da crise política “de hora em hora”, disse o senador Tasso Jereissati (CE)
André Dusek/12.03.2016/Estadão Conteúdo

A bancada do PSDB na Câmara dos Deputados se reuniu nesta quarta-feira (24) com o presidente nacional do partido, senador Tasso Jereissati (CE), para discutir o apoio ao governo Michel Temer, atingido diretamente pela delação de executivos da JBS. Após mais de três horas de conversa, a bancada anunciou que continua na base do governo e não vai tomar decisões que agravem a crise brasileira.

“A nossa preocupação é ter estabilidade, calma e não afetar ainda mais o momento de tremenda fraqueza que as instituições estão passando. Toda nossa movimentação é no intuito de diminuir e resolver a crise, sem desconhecer os gravíssimos acontecimentos. Esse foi um consenso dentro da bancada”, defendeu Jereissati.

Apesar disso, o presidente do partido enfatizou que a legenda continuará acompanhando os desdobramentos da crise política “de hora em hora” e admitiu que as denúncias que desestabilizaram o governo Temer são “gravíssimas”.

Sem mencionar a PEC das eleições diretas, ele rechaçou ainda qualquer possibilidade do partido sair da Constituição. “Nós vamos nos apegar à letra da Constituição. Isso é fundamental. Não vamos sair da Constituição um minuto sequer”, disse o tucano.

Além de Tasso Jereissati, participaram da reunião 41 deputados tucanos, o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PE), o senador Cássio Cunha Lima (PB) e o presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal.

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Rio tem sétima morte por febre amarela confirmada

O Estado do Rio de Janeiro registrou a sétima morte por febre amarela nesta quarta-feira, 24. Este é o quarta caso identificado em maio que resultou em óbito. A vítima era moradora de Porciúncula, no Noroeste Fluminense, município que já havia registrado um caso de morte por febre amarela.

Desde o início de 2017, 16 pessoas contraíram a doença no Estado. Os registros ocorreram em oito municípios do Norte, Noroeste, Região dos Lagos e Baixada Litorânea. Casimiro de Abreu, na Baixada Litorânea, é o município em que foram identificadas as primeiras infecções e o maior número de casos, sete, dos quais um resultou em morte.

Ao todo, foram identificados cinco casos de febre amarela no Rio em maio, dos quais quatro pacientes morreram nos municípios de Porciúncula, Santa Maria Madalena, Macaé e Silva Jardim. Também aumentou o número de macacos mortos por febre amarela. São seis animais encontrados em seis municípios do Norte Fluminense, Região Serrana e Região dos Lagos.

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Maia cobra 'verdade' de ministro da Justiça sobre convocação do Exército

Segundo relatos de líderes da base aliada e da oposição, Maia demonstrou bastante irritação com a fala do ministro da Defesa
Fabio Rodrigues Pozzebom/04.01.2017/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que vai pedir ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, que “restabeleça a verdade” sobre a convocação das Forças Armadas para operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) no Distrito Federal.

Mais cedo, Jungmann disse que Maia havia pedido a intervenção diante da violência dos manifestantes na Esplanada dos Ministérios. A informação chegou aos deputados da oposição, que rapidamente começaram a cobrar explicações, o que culminou em uma briga generalizada entre oposicionistas e integrantes da base no plenário mais cedo.

“O ministro deu uma coletiva dizendo que o pedido de GLO era um pedido da Presidência da Câmara. Eu afirmo e reafirmo que isso não é verdade. Por parte do presidente da Câmara, o pedido de apoio da Força Nacional foi para o prédio da Câmara e no seu entorno. Se o governo decidiu adotar outra medida, essa outra medida é uma responsabilidade do governo. Não pode nem deve ser da Câmara”, disse Maia ao retomar a sessão no plenário.

“Pedi ao líder do governo que pudesse entrar em contato com o ministro da Defesa para que ele pudesse restabelecer a verdade.”

Deputados da oposição criticaram a convocação da GLO e consideraram a decisão do presidente Michel Temer grave e inédita desde a redemocratização. O decreto prevê o uso das tropas nacionais de 24 a 31 de maio. Maia disse que vai tentar reverter essa decisão.

“Se não puder cancelar o decreto, pelo menos que o governo pudesse restringir o decreto apenas ao dia de hoje”, disse o presidente da Câmara.

Segundo relatos de líderes da base aliada e da oposição, Maia demonstrou bastante irritação com a atitude do ministro da Defesa durante a reunião. Ele disse que, como filho de um exilado político durante a Ditadura Militar, nunca pediria o uso das Forças Armadas para conter manifestações.

O pai do presidente da Câmara, o vereador e ex-prefeito do Rio César Maia (DEM) foi exilado para o Chile durante o regime militar. Por conta disso, Rodrigo Maia acabou nascendo no Chile.

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Passageiro morre ao tentar avisar a motorista do ônibus sobre assalto

Um homem morreu na noite dessa quarta-feira (24) durante um assalto a ônibus. Segundo informações da Central de Polícia, a vítima tentou avisar ao motorista de um assalto que estava acontecendo no coletivo.

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O veículo passava pelo bairro do Aquidabã no momento do crime. Os bandidos estavam no fundo do ônibus e, ao perceber que a intenção do homem, dispararam contra ele.

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A PM (Polícia Militar) irá fazer buscas para encontrar os envolvidos na ação. A identidade da vítima não foi divulgada.

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'Candidato: eu? Olha para minha cara, minha idade', diz FHC sobre Presidência

FHC diz que situação do governo Temer se agravou ainda mais depois da violência registrada nesta quarta-feira em Brasília
Reprodução/Facebook

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) negou que esteja disposto a ser candidato novamente ao Planalto em uma eleição com a eventual queda do presidente Michel Temer (PMDB). Perguntado sobre a possibilidade durante evento na sede da Fundação FHC, o tucano afastou estar disposto a concorrer ao cargo.

— Eu? Olha para minha cara, minha idade. Tá louco!

Fernando Henrique disse ainda que é preciso aguardar para que o PSDB decida se fica ou desembarca do governo Temer. O ex-presidente considera que a situação está muito “instável” e que há um “esvaziamento do poder” na Presidência da República.

Para o tucano, o PSDB não pode dizer simplesmente “eu não brinco mais” quando a situação é avaliar se continua no governo ou não.

— No Brasil, eu acho que responsavelmente nós temos que pensar sempre: E amanhã? Nós ainda estamos elaborando esse amanhã, e não é o PSDB, é o Brasil inteiro.

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O ex-presidente disse ainda que o Brasil precisa reconstruir formas efetivas de ações do Estado, ao falar da crise no governo Temer, e considerou que a situação se agravou ainda mais com os atos de violência registrados em Brasília nesta quarta-feira. FHC classificou os atos como “inaceitáveis”.

— O Brasil inteiro está inquieto porque está sentindo que há um esvaziamento do poder, não no sentido de repressão, mas do poder daquilo que nós delegamos para que seja feito, de legitimidade. 

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