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Fani Pacheco diz que engordou 15 kg por tristeza: “Comer era o único prazer que eu tinha”

Fani Pacheco engordou 15 kg em nove meses após período difícil
Montagem/ R7/ Reprodução/ Instagram

Famosa por participar de um reality show em rede nacional, Fani Pacheco, de 34 anos, voltou a chamar atenção na mídia após aparecer mais cheinha. A atriz e apresentadora postou um vídeo em uma rede social tentando entrar em uma calça jeans e até brincou que poderia se tornar modelo plus size. Ao R7, ela diz se achar bonita, mas passou por um período difícil após a morte da mãe. Ela engordou 15 kg em nove meses e afirma sentir na pele o preconceito por estar acima do peso.

— O julgamento das pessoas é muito pesado, ainda mais se você é famoso. Me diziam “Nossa como você engordou” ou “Como você se deixou chegar nesse ponto? ”, como se fosse gravíssimo o fato de engordar. Ninguém quer saber se você passou por alguma coisa e não tem cuidado na hora de falar. Eu sou um ser humano.

Em 5 de junho de 2014, a mãe da Fani morreu vítima de uma infecção hospitalar. Durante todo o processo burocrático de liberar corpo e providenciar o enterro, a apresentadora estava trabalhando muito porque queria manter a cabeça ocupada, afirma.

— Eu queria muito parar aquele sofrimento e, mesmo triste, saía com as amigas e sempre tentava fazer alguma coisa. Não me dei tempo e não vivi o luto e não percebi que estava fazendo isso de propósito. Eu não queria que aquela tristeza atrapalhasse a minha vida.

Em janeiro de 2016, a apresentadora começou a sentir dificuldade para sair de casa.

— Só saía para trabalhar e, do nada, chorava durante os trabalhos, na academia, na maquiagem. Estragava toda a maquiagem, aí eu lavava o rosto e fazia tudo de novo. Não conseguia dirigir.

Fani explica que foi nessa fase que começou a engordar porque descontava a angústia que sofria na comida.

— Eu não tinha vontade de fazer nada e ia na comida. Comer era o único prazer que eu tinha. Comia pelo menos uma barra grande de chocolate todos os dias. Era muita cerveja, churrasco etc. Parei de malhar porque também chorava na academia, na praia. A minha vida social só não desapareceu porque, de vez em quando, saía com o meu noivo. Enquanto eu comia, eu estava feliz. Passei nove meses comendo e chorando.

“Percebi que tinha algo errado”

Após perceber que estava com problemas sérios, Fani procurou o seu psiquiatra. Ela desconfiava de que estava com depressão, pois já sofre com a doença desde os 16 anos. Fani explica que, desde que foi diagnosticada, toma medicamento de forma contínua para evitar crises.

— Eu percebi que tinha algo errado e procurei o meu psiquiatra que disse que o meu problema não era depressão, mas sim tristeza. Eu tomo remédio contínuo porque a minha depressão é ideológica, que não depende de circunstâncias, porque o meu cérebro não fabrica determinadas substâncias suficientes. Seu paro de tomar, a depressão volta.

Fani teria dito ao profissional que não acreditava no diagnóstico porque a morte da mãe dela tinha mais de dois anos antes. Mesmo assim, ela decidiu fazer terapia com uma psicóloga e seguir suas recomendações.

— A psicóloga disse que eu não tinha vivido o luto pela minha mãe e me sugeriu voltar ao cemitério. A conclusão dela era de que a minha tristeza era a única coisa que me ligava a minha mãe e que, por isso, eu não me desapegava daquela tristeza, inconscientemente. Mas eu só fui ao cemitério em novembro de 2016. Sentei na grama sozinha, chorei muito e rezei por ela. Uns três dias depois, eu acordei feliz e voltei a sentir vontade de fazer coisas. Se eu soubesse, teria ido ao cemitério antes.

A aceitação do corpo

Fani postou um vídeo em uma rede social em tom de brincadeira com o novo corpo
Reprodução/Facebook

Em nove meses, o peso de Fani saltou de 65 kg para 80 kg, em um corpo de 1,66 m. Ela diz ter se incomodado com a nova silhueta no início, mas depois desencanou.

— Eu não gostei porque as minhas roupas tamanho 40, que eram as maiores que eu tinha, já não me serviam mais. Eu ia botar roupa e não entrava, o vestido estourava. Eu queria emagrecer para caber na roupa, mas não consegui entrar no ritmo. Aí desisti. Não queria saber e assumi o momento que estou vivendo. Comprei roupa tamanho 42 e 44.

Com os quilos a mais, Fani diz ter sentido mudança em relação aos trabalhos para campanha publicitária. As ofertas diminuíram, mas ela não se importava. De acordo com a atriz, foi difícil se assumir fora do padrão considerado ideal para as campanhas e para a mídia.

— Até brinquei que viraria modelo plus size porque estou feliz agora. Voltei a malhar porque eu gosto de musculação e fazer exercícios na praia. Eu curto essa parte de liberar endorfina e estou comendo de forma mais saudável, sem dieta rígida. Mas precisei parar com os exercícios porque escorreguei e quebrou o dedo do pé.

Fani conta que se aceita o corpo como ele está hoje e não tem pressa de voltar à antiga forma.

— Eu sempre fiz esportes e comecei a praticar musculação aos 15 anos. Meu manequim variava entre 38 e 40. Durante a semana, eu focava em alimentação saudável, mas, aos fins de semana, comia o que queria, porque sempre gostei de comer. Eu era magra porque malhava. Agora, sou uma gordinha sexy. Talvez eu emagreça naturalmente porque vou voltar a malhar e gosto de ser durinha, sem celulite, mas sem aquela pressão.

Compulsão alimentar é comum

De acordo com a endocrinologista Paula Pires, membro da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), casos de compulsão alimentar são muito comuns depois de períodos de tristeza, luto e depressão. E existem quatro principais motivos para isso.

— A primeira causa é que o paciente que passa por um período de muita tristeza sofre mudança bioquímica cerebral. A fabricação de duas substâncias que são responsáveis por regular o humor — serotonina e a dopamina, neurotransmissoras da felicidade e do prazer, respectivamente —, diminuem. Para normalizar esses níveis, o cérebro estimula a pessoa a procurar carboidrato de qualquer maneira. Por isso, dá mais vontade de comer coisas calóricas e doces, como mecanismo de defesa, sem perceber.

Fani afirma que voltará a malhar, mas sem pressão por corpo sarado
Reprodução/ Instagram

Segundo Paula, outro motivo é que o luto gera estresse e ansiedade, que aumentam os níveis de cortisol e adrenalina. Esses dois hormônios diminuem a concentração, a capacidade de memória e interferem no sono.

— A pessoa pensa em como viver sem o ente querido, como vai ser a vida, o que vai fazer etc. Nessa fase, a última coisa que se pensa é em dieta. Se a pessoa não dorme direito, ela vai pegar a primeira coisa que vê pela frente.

O terceiro motivo é o uso de medicamentos. A endocrinologista explica que, muitas vezes, a pessoa procura um psiquiatra para tratar depressão ou outro problema e, dependendo da escolha, o medicamento reduz o metabolismo do paciente, fazendo ele engordar

— Isso é muito comum. Por isso, é necessário um tratamento amplo com vários profissionais para combater os efeitos colaterais da medicação ou trocar o remédio porque, às vezes, a gordura vai fazer o paciente se sentir pior a longo prazo.

Ainda de acordo com Paula, o quarto motivo é bebida alcoólica.

— É comum usar o álcool para se acalmar, relaxar, dormir ou ficar alegre nesses momentos difíceis, mas a bebida é muito calórica. Dependendo do uso, o paciente pode engordar.

Como não engordar

Para a especialista, é importante que o paciente se trate com um médico porque os hormônios alterados.

— Se o paciente engordar mais de 10 kg, a leptina [hormônio que ajuda na saciedade], deixa de agir. Então, quanto mais a pessoa engorda, mais fome ela tem. Por isso, o segredo é prestar atenção no peso e não engordar. Uma vez que você engorda, fica mais difícil emagrecer. O corpo tem memória de gordura adquirida e vai querer voltar ao maior peso que a pessoa já teve. Se viu que engordou 4 ou 5 kg, já procure ajuda.

Ainda segundo a médica, alguns tipos de alimentos podem ajudar a diminuir a compulsão.

— Alimentos ricos em ômega 3, como salmão, atum e linhaça, auxiliam no combate ao estresse. Carboidratos complexos, como alimentos integrais, cereais e batata-doce ajudam na saciedade porque têm absorção mais lenta.

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Após ser vítima de boato nas redes sociais, baleira grava vídeo para dizer que está viva 

As pessoas fizeram uma montagem com a foto de Jéssica e a outra mulher, dizendo que ela tinha morrido
Reprodução/com Record TV Itapoan

Uma baleira de 21 anos foi confundida com uma mulher morta nas redes sociais. A mulher trabalha vendendo bala nos ônibus do município de Simões Filho, na RMS (região metropolitana de Salvador).

Segundo o boato nas redes sociais, Jéssica teria sido morta no ano passado em Candeias, na RMS.  Parentes a amigos ficaram preocupados e ainda se assustam quando a encontram nas ruas da cidade.

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Jéssica contou que, no começo, ficou bastante assustada ao descobrir pela mãe que estava morta. Ao saber da notícia, a mãe da jovem chegou a passar mal.

— Quando minha mãe mandou a foto, tinha uma amiga que mandou pra minha tia. Aí eu tomei aquele susto. Começou a “bombar” lá em Candeias.

A baleira explicou que a foto não era dela, mas, sim, de uma mulher muito parecida, que estava com o rosto enrolado.

— O pessoal disse que ela era muito parecida comigo.

As pessoas fizeram uma montagem com a foto de Jéssica e a outra mulher, dizendo que a baleira que vendia doce em Candeias tinha morrido. O boato se espalhou pela região em apenas um dia.

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Com a repercussão da falsa notícia, ela decidiu fazer um vídeo explicando que estava viva. Além disso, mostrou que possuía um sinal no queixo, que a mulher morta não tinha.

Os motoristas da RMS já conhecem a jovem desde os dez anos, quando ela começou a trabalhar vendendo balas. Jéssica revelou que iniciou a atividade bem cedo para ajudar a mãe, que vendia lanches em Dias D´ Ávila, também na RMS.

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Está com enxaqueca e sonolência? Pode ser efeito do fim do horário de verão

No fim do horário de verão, a tendência é dormir mais tarde, enquanto o relógio biológico está programado para acordar mais cedo
Reprodução/Thinkstock

O horário de verão terminou em muitas regiões do Brasil na madrugada deste domingo (19). Mas os efeitos podem continuar durante toda a semana. Se você sentir sonolência, enxaqueca, dor de estômago e até alteração no apetite não se preocupe, porque esses sintomas são comuns na adaptação.

A clínica-geral do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos Rossana Maria Russo Funari explica que essa mudança pode gerar sintomas por sete dias. Para driblar os efeitos da modificação de hábitos, ela recomenda preparar-se para dormir no horário de costume e evitar o consumo de bebidas que tirem o sono, tais como café, refrigerante e demais opções com cafeína.

Cinco consequências da falta de sono

Segundo a especialista, o estilo de vida também pode influenciar o quão desconfortável o organismo fica com os novos horários. Isso acontece porque pessoas mais regradas em termos de alimentação e sono sentem com mais força os sintomas.

— Se a pessoa costuma acordar muito cedo para trabalhar, a mudança é mais perceptível. No fim do horário de verão, a tendência é dormir mais tarde, enquanto o relógio biológico está programado para acordar mais cedo. Isso prejudica o rendimento.

Para aqueles cuja rotina é mais flexível, a profissional recomenda acordar 15 minutos mais cedo diariamente, para que a transição ocorra de forma mais suave. E para quem pensa que as transformações causadas pelo fim do horário de verão se assemelham às causadas pelo jet lag, o cansaço ocasionado por viagens com diferentes fuso-horários, a médica explica que isso não é verdade.

— No horário de verão, as mudanças nesse ritmo são mais suaves e não causam tantas consequências para a maioria das pessoas. Já no jetlag, temos uma condição menos fisiológica, que é uma consequência de alterações no ritmo circadiano (período de aproximadamente 24 horas), mais intenso em viagens longas em que há grandes mudanças de fuso horário.

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Rio Imagem volta a realizar tomografia e raio-x nesta segunda

Centro de diagnósticos do Estado reabre nesta segunda
Divulgação/Governo do Estado

A partir dessa segunda-feira (20), serão retomados os serviços de tomografia e radiologia (raio-x) no Rio Imagem (Centro Estadual de Diagnósticos por Imagem). Segundo a SES (Secretaria de Estado de Saúde), a princípio serão realizados exclusivamente esses dois tipos de exame, sem contraste, de pacientes já agendados pela unidade em outras ocasiões.

Segundo o secretário de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr., o serviço no Rio Imagem será retomado de maneira gradual.

Na quarta-feira (15), a SES assumiu a operação do centro de diagnósticos, que era administrado pela empresa Prol. Os técnicos da pasta fizeram um levantamento das condições da unidade e iniciaram o reagendamento dos exames, além de realizar a entrega de laudos já impressos.

Ainda de acordo com a pasta, uma resolução foi publicada no Diário Oficial do Estado requisitando os bens e serviços do Rio Imagem e abrindo uma comissão para avaliar a capacidade operacional da unidade. A recomendação da secretaria é que os funcionários que trabalham lá, atualmente prestando serviços, sejam absorvidos pela nova empresa.

A SES abriu um canal de atendimento para a população tirar dúvidas sobre entrega e agendamento de exames pelo telefone (21) 2212-7400, que funciona de segunda à sexta, das 9h às 17h.

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Os bastidores das apreensões de drogas no aeroporto de Guarulhos

O pastor alemão Oscar, de 7 anos, passeia pelo saguão do aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo. Ele é um dos agentes da PF (Polícia Federal) responsáveis pela captura de drogas que chegam ou deixam o Brasil.

Quem o conduz é Jonson Lara Junior, agente de Polícia Federal Classe Especial. O policial explica um pouco do cotidiano de sua equipe. “O trabalho consiste em fazer varreduras, tanto no saguão quanto na parte interna do aeroporto buscando entorpecentes.”

No meio de uma inspeção de rotina, Oscar fica agitado diante de uma mochila de couro preta. Na frente dela, um homem de camisa xadrez, boné e fones de ouvido observa a inquietação do cachorro. Ele fareja incessantemente até que se senta com o nariz apontado em direção à mala. Esse é o sinal do cão farejador para a presença de alguma droga.

Os agentes que conduzem Oscar pedem para que o senhor, e outro passageiro que estava à frente, se retirem da fila e façam uma inspeção mais minuciosa na bagagem. Alarme falso.

Em 2016, só a equipe do canil apreendeu 880 kg de cocaína. Em todo o aeroporto de Guarulhos foram 17.395 kg da droga capturados no ano passado, 3.461,39 em outubro.

A cocaína é, disparado, a mais popular nas apreensões, mas em 2016 foram encontradas ainda maconha e drogas sintéticas como metanfetamina, anfetamina, ecstasy e GBL (droga líquida similar ao ecstasy).

O R7 acompanhou, com exclusividade, a apreensão de 1,519 kg de cocaína noite do dia 9 de fevereiro. Uma jovem venezuelana de 21 anos tentava embarcar para Índia — num vôo com escala em Dubai — quando foi flagrada com a droga presa ao corpo por uma cinta modeladora. Ela entrou no Brasil por Boa Vista, em Roraima.

Presa em flagrante, a jovem foi encaminhada para a Penitenciária Feminina da Capital, o Carandiru, e aguarda o julgamento. Provavelmente ela será encaminhada para a Penitenciária de Itaí, que abriga exclusivamente estrangeiros no interior de São Paulo. A pena prevista para casos como este é de três anos e meio.

Durante a perícia da cocaína apreendida com a jovem venezuelana, o agente responsável por examinar a droga, que pediu para não ser identificado, crava: “É cocaína velha”.

Sidnei Harada, perito criminal federal com 20 anos de experiência, fala sobre a experiência e a qualidade das drogas apreendidas. “Na hora que a gente olha já sabe a qualidade da droga. Pela textura, pela cor, pelo cheiro. Por exemplo, a cocaína bem purificada fica com um pó bem branquinho e bem fininho.”

O aeroporto mais movimentado da América Latina tem vôos para o mundo todo, mas alguns países se destacam nas rotas de entrada e saída dos entorpecentes. “Os destinos variam um pouco com o tempo, mas atualmente a maior incidência que a gente tem é para a Nigéria, África do Sul, Espanha e Filipinas são os principais destinos com ocorrência de drogas”, explica o delegado Rodrigo Weber de Jesus.

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Colômbia aproveita acordo de paz para incrementar turismo e passar ao mundo imagem de país solidário

Turismo representa 60% das exportações de serviços do país
Reuters

O acordo de paz entre governo e as Farc na Colômbia já começa a trazer resultados práticos. As projeções governamentais apontam que nos próximos dois anos o país irá superar a marca de cerca de 4,2 milhões de turistas (número atual) fazendo com que o número de viajantes estrangeiros chegue perto dos 5 milhões anuais, até pelo menos 2019.

Mesmo que ainda tenha problemas com a violência, a imagem de uma Colômbia pacificada tem sido trabalhada exaustivamente. Segundo o professor de Ciências Socias, Alejandro Villanueva Bustos, da Universidade da Colômbia, o governo do presidente Juan Manuel Santos está fazendo um trabalho de marketing para que a população não relacione mais o país ao termo narcotráfico no dia a dia.

— Existe uma relação entre uma postura pacífica da população em cidades como Medellín e a mudança nas formas de compreeender a transformação do narcotráfico. Nas ruas não se respira tanta violência, agora ela é associada à delinquência comum.

Segundo ele, o novo perfil do tráfico na Colômbia se afasta da simbologia dos tempos em que grandes chefões dos carteis, principalmente nos anos 80 e 90, eram descritos com uma dose de “glamour”, para hoje se tornarem apenas personagens de séries de TV e filmes em Hollywood.

O novo traficante na Colômbia não tem o mesmo apelo, é mais discreto e teve suas atividades diluídas em meio à corrupção de instituições, segundo Bustos. Para ele, portanto, o governo busca de qualquer maneira aproveitar o momento para sepultar a imagem de violência especificamente ligada à guerrilha.

— Tem se tentado relacionar o novo tipo de tráfico a algo de menor perfil, para que a Colômbia não tenha mais a imagem vinculada a isso. Sem esse estigma, estão crescendo em níveis históricos o turismo e o número de visitantes. Se a imagem do narcotráfico não for trabalhada podemos perder uma grande fatia de turismo, como aconteceu com o México.

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio e Turismo da Colômbia, o turismo representa 60% das exportações de serviços e gera um a cada 12 empregos no país. Em conferência no início de fevereiro, a ministra de Comércio, Indústria e Turismo, María Cláudia Lacouture, disse que o investimento estrangeiro para o turismo cresceu 741% entre 2010 e 2015.

A partir de 2017 a tendência é que aumente ainda mais, conforme afirmou no mesmo evento o Prêmio Nobel da Paz em 1996, José Ramos-Horta, ex-presidente do Timor- Leste (2007-2012).

— A Colombia, com paz e segurança, se converterá em um destino obrigatório para os turistas.

Outros problemas

Além das belezas do país, o perfil solidário da população, que ganhou destaque mundial após a tragédia com o avião em que estavam a delegação da Chapeconse e outros profissionais, em 28 de novembro último, motivou uma série de homenagens do povo colombiano aos brasileiros e reflete um sentimento que ainda paira pelos quatro cantos do país.

— O clima de solidariedade permance até hoje no povo, diante desta tragédia. Não só pelo impacto do ocorrido, mas pelo clima que o país vem respirando por causa do processo de paz (ratificado pelo Congresso em dezembro último), pela mudança de estruturas de governo que possibilitaram deixar para trás 50 anos de conflito. A Colômbia é uma sociedade que se desenvolveu em meio à guerra e soube superar muitas coisas. Como dito antes, os colombianos, especialmente do povo de Medellín, já puderam expressar o melhor e o pior de si.

Com ‘última marcha’, Farc dão adeus à guerra na Colômbia

Ele acrescenta que o engajamento da população colombiana em relação à tragédia também foi influenciado, ainda que de maneira inconscientemente, pelo projeto de se criar uma nova imagem para o país. Isso não tira, por outro lado, a sinceridade plena das manifestações. Apenas, segundo ele, acabou deixando atrofiada outra realidade colombiana, que para muitos tem passado despercebida nesse novo contexto.

— Justamente nos momentos em que o país estava manifestando maior solidariedade pela tragédia com os que estavam no avião da Chape, nos meios de comunicação colombianos se agiu com total indiferença aem relação aos mortos por delinquência comum e problemas de corrupção que continuam a assolar o país. Foi algo curioso e particular. Muitos pareciam preferir mostrar solidariedade para o mundo do que pensar nos próprio problemas.

Este, pelo visto, deve ser o próximo desafio do povo colombiano: fazer sua imagem brilhar fora, mas também dentro do país.

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Motoristas de SP com veículos de placa final 8 têm até hoje para pagar IPVA sem multa

Quem perder o prazo terá que pagar multa de 0,33% por dia de atraso
Getty Images

Os donos de veículos com placa final 8 registrados no Estado de São Paulo têm até esta segunda-feira (20) para pagar o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) referente ao ano de 2017 integralmente sem desconto. Os motoristas que perderem o prazo serão submetidos ao pagamento de uma multa.

É também nesta segunda o prazo final para o pagamento da segunda parcela dos donos de veículos com a placa de final 8 que optaram pelo pagamento em três vezes. O calendário segue até o dia 22 deste mês, com um dia específico para cada final de placa (confira a tabela completa abaixo).

De acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, o contribuinte que deixar de recolher o imposto fica sujeito a multa de 0,33% por dia de atraso e juros de mora com base na taxa básica de juros, a Selic. Passados 60 dias, o percentual da multa fixa-se em 20% do valor do imposto atrasado.

Após o prazo para licenciamento, a inadimplência do IPVA impedirá de fazê-lo. Como consequência, o veículo poderá vir a ser apreendido, com multa aplicada pela autoridade de trânsito e sete pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

O IPVA 2017 pode ser quitado de três maneiras: à vista com desconto (janeiro); à vista sem desconto (fevereiro) ou em três parcelas, entre os meses de janeiro e março.

Os interessados em pagar o imposto devem se dirigir a uma agência bancária credenciada e levar o número do Renavam (Registro Nacional de Veículo Automotor) para o pagamento.

A quitação pode ser feita nos terminais de autoatendimento, guichê de caixa, pela internet ou débito agendado e até mesmo em outros canais oferecidos pela instituição bancária. As casas lotéricas também podem ser usadas para pagamento do IPVA, porém, essa opção não é válida para quitação do licenciamento.


Reprodução/Fazenda

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Teste: espaçoso e com jeitão jovem, Toyota SW4 flex desafia motorista a ficar longe do posto

Nova Toyota SW4 aposta no design, segurança e espaço interno para conquistar clientes, mas esbarra no consumo
Divulgação

A Toyota apresentou a versão flex da SW4 2017 faz poucos meses — você pode escolher o modelo com cinco ou sete assentos, ambas com tração 4×2, em qualquer revenda da marca japonesa. Embora mais associado aos “tiozões”, a robustez da carroceria, o design refinado e o para-choques tridimensionais conferem um jeitão esportivo ao SUV.

Com a identidade agora descolada da irmã Hilux, inclusive dispensando o nome da picape no Brasil, a SW4 bicombustível desembarcou no mercado como a principal aposta da montadora para ganhar terreno entre os utilitários.

O espaço interno, o conforto ao dirigir, os recursos tecnológicos que facilitam a condução e ampliam a segurança, e o design exclusivo são um show à parte. É tudo aquilo que você vê nas fotos ou vídeos na internet.

Mas quem comprar o maior SUV da Toyota no Brasil precisa se preparar: primeiro para ter uma garagem espaçosa para estacionar e, depois, para ter disposição e bolso recheado para abastecer o tanque de 80 litros da máquina.

Design foi renovado em 2016, quando se descolou da “irmã Hilux”
Divulgação

O motor flex da SW4 2017 é o mesmo que do modelo anterior, mas a fabricante assegura que otimizou a tecnologia e deu jeito para reduzir o consumo em até 7%.

Aceleramos o utilitário por 1.000 km, entre cidade de São Paulo (onde o anda-e-para faz parte do dia a dia) e estrada (rodovia dos Bandeirantes, uma das melhores do País). Com isso, dá para garantir: o conforto e o silêncio dentro do carro são invejáveis, mas o consumo assusta.

Para melhorar a performance, o SUV conta com os botões Eco, para uma condução mais suave e consumo mais eficiente, e Power, que garante uma tocada mais emocionante. Nos testes, o botão Eco ficou acionado praticamente o tempo todo.

Claro que quem compra um Toyota SW4 não está lá muito preocupado com autonomia, mas é bom frisar: na cidade, com o ar-condicionado ligado, não espere mais que 5,5 km/litro utilizando etanol. Se pegar estrada, vai notar que o rendimento sobe para pouco mais de 6 km/l com o mesmo combustível.

Toyota SW4 2017, que tem 4,79 metros de comprimento, exige uma garagem grande e competência para manobrar
Divulgação

A potência com etanol chega a 163 cavalos, enquanto a gasolina rende um pouco menos, 159 cavalos. Com quase 2 toneladas, 4,79 m de comprimento e 1,855 m de largura, chegar do repouso aos 100 km/hora não é tarefa das mais rápidas. Depois de embala, porém, esquece: a SW4 é só curtição para quem está ao volante e de passageiro.

Ao entrar na cabine, nota-se a qualidade do acabamento — o painel é relativamente simples e discreto, mas não abre mão de requinte e sofisticação nos detalhes. A tela multimídia tem 7 polegadas, é touch, traz GPS 3D e câmera de ré. Se estiver parado, dá até para curtir seu futebol ou a novela na TV digital. O equipamento também lê DVD.

Por dentro, SW4 é show de bola: tecnologia e ótimo acabamento
Divulgação

O ar-condicionado integrado analógico garante temperatura agradável para todas as três fileiras e bancos (até quem está lá atrás, nos últimos bancos, conta com uma saídas de ar). No volante, o motorista tem ao alcance das mãos o controle do som, bem como as funções do tradicional computador de bordo.

Você é alto? Andar no banco de trás do Toyota SW4 não será problema. O espaço para as pernas é satisfatório e há uma saída de ar-condicionado exclusiva, localizada no teto do carro. Ainda restam dois bancos no porta-malas, passando a 7 lugares. Nesse caso, porém, melhor deixar os dois bancos para as crianças.

Em movimento, o motorista conta com controle de tração e de estabilidade. A tração 4×4 também é eletrônica, ou seja, basta um toque e você já adapta o carro ao terreno. Com isso, a SW4 não encontra dificuldades em escalar um morro com pedregulhos ou o asfalto, por exemplo.

Na estrada, os pneus aro 18 colaboram para manter o carro estável nas curvas, mesmo que em velocidade elevada. A transmissão de seis marchas passa praticamente desapercebida para o condutor, uma vez que a troca de velocidade é suave.

Toyota SW4 2017 tem central multimídia com tela touchscreen
Divulgação

Então, por R$ 160 mil, você pode montar no SW4. O carro dá um banho de conforto e segurança tanto para o dono como para quem ele carrega. A gama de tecnologia embutida contribui para melhorar a experiência de quem está a bordo.

Mesmo com preço salgado, os números de emplacamentos da Fenabrave (federação das montadoras) indicam que a SW4 foi o 5º SUV mais vendido do ano, com mais de 12.000 unidades vendidas, atrás apenas dos campeões de vendas, todos muito menores.

O utilitário só perdeu para os compactos, como Honda HR-V Jeep Renegade. Mas há uma grande disparidade de tamanhos e preços. Resumindo, mesmo com um consumo de combustível terrivelmente elevado, ganhar a venda sobre o enorme SUV da Toyota não é tarefa das mais fáceis.

FICHA TÉCNICA
TOYOTA SW4 2017

Motor: Toyota VVT-i Flex 2.7L 16V DOHC
Potência: 159 (gasolina)/163 (etanol) cavalos a 5.000 rpm
Torque: 25,0 kgfm a 4.000 rpm
Transmissão: Automática sequencial, seis marchas (6 Super ECT)
Direção: Hidráulica; tração dianteira (4×2), com controle eletrônico de estabilidade
Suspensão: Independente, braços duplos triangulares, molas helicoidais e barra estabilizadora na dianteira e 4-link (4 pontos de fixação) e molas helicoidais na traseira
Pneus e rodas: 265/60 R18
Freios: Discos ventilados na dianteira e traseira, com ABS, EBD (distribuição eletrônica de força e frenagem) e BAS (assistência de frenagem de emergência)
Peso: 1.880 kg (ordem de marcha)
Dimensões: 4,795 metros (comprimento); 1,855 m (largura); 1,835 m (altura); 2,745 m (entre-eixos)
Capacidade do porta-malas: 620 litros
Tanque de combustível: 80 litros
Preço: R$ 159.600 (5 lugares) e R$ 164.900 (7 lugares)

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Pais sofrem com corte de leite e transporte escolar no início da gestão Doria

Doria quer cortar leite de crianças da rede municipal com mais de sete anos
R7

O início do ano letivo tem sido sofrido para pais de alunos matriculados escolas municipais de São Paulo. Duas medidas do novo prefeito, João Doria Jr, mexem diretamente com o bolso e com o cotidiano de quem tem crianças na rede pública: a reformulação do Leve Leite e a interrupção temporária do transporte escolar.

No caso do programa de distribuição gratuita de leite para os alunos, a Prefeitura pretende reduzir em 53% o número de crianças e adolescentes beneficiados. No ano passado, 916,2 mil estudantes matriculados na rede municipal receberam bimestralmente quatro sacos de leite em pó (equivalente a 2 kg de leite por mês).

Agora, o plano da Prefeitura é restringir o benefício a apenas alunos com idade inferior a sete anos.

Segundo números da Secretaria Municipal de Educação, no novo modelo, o leite será entregue a 223,2 mil crianças matriculadas na rede municipal e mais 208,4 mil crianças não matriculadas, mas em situação de pobreza. Com isso, o número de beneficiados cairá para 431,7 beneficiados. Ou seja, 484,5 mil crianças a menos devem receber leite na cidade.

O projeto da gestão Doria prevê também diminuir a quantia mensal a que tem direito os estudantes. Hoje, todos os beneficiados recebem 2 kg. Com o novo plano, crianças de até um ano devem receber 1,2 kg e crianças maisores receberão apenas 1 kg.

Salário não muda

“Isso deixa a gente apreensiva”, afirma a auxiliar de enfermagem Rosana Melo Cardinalle, 44 anos, que mora na região de São Mateus e tem dois filhos – um menino de dois anos e uma menina de nove anos – matriculados em escolas municipais. “O leite que recebemos já não dá para o bimestre todo”, diz.

Rosana afirma que o consumo de leite do pequeno é alto, pois ele mama. “Assim, às vezes usamos o leite da mais velha para complementar o leite dele. Mas, depois, temos de comprar para complementar.”

A dificuldade que a redução do leite pode causar foi sentida no final do ano passado, quando 320 mil crianças cadastradas no programa receberam apenas a metade dos quatro pacotes enviados a cada bimestre pela Prefeitura.

Rosana foi uma das mães prejudicadas na época. “Foi muito difícil. Eu olhava para aquela quantidade e nem sabia o que fazer. Tive de esperar por promoções para comprar o leite que faltava para as crianças.” A entrega foi compensada no lote seguinte, diz Rosana.

Se o corte previsto pela Prefeitura de fato se concretizar, auxiliar de enfermagem deixará de receber oito pacotes a cada bimestre e passará a receber apenas dois. “É uma maldade porque essas leis mudam, esses programas mudam, e o nosso salário continua o mesmo”.

Dificuldade no desemprego

Situação complicada com o corte do leite também diz que viverá Rosemeire Aparecida, 35 anos, moradora da região da Brasilândia, que tem uma filha de quatro anos na rede pública. “Estou desemprega. Vivo de bico de faxina aqui e ali, vou me virando. Mas, se o leite, como vou fazer?”, pergunta.

Além da filha de quatro anos, ela tem outra filha de 15. “A mais velha recebia o leite até pouco tempo atrás. Quando ela deixou de receber, começamos a dividir o leite da pequena entre todos. Nunca dá para o período todo.”

Ela diz que, para compensar os gastos com leite, tem economizado na compra de legumes e frutas. “Com o desemprego tão grande, o prefeito não deveria cortar um benefício assim. A gente fica chateada com a gestão.”

Oito quilômetros

Nas primeiras semanas do ano letivo, Rosana também diz ter tido problemas com o TEG (Transporte Escolar Gratuito). A gestão Doria iniciou o ano revisando os cadastros do programa. Com isso, a filha mais velha ficou sem perua por cerca de 15 dias.

“Eu trabalho durante a madrugada, não tinha condições de leva-la”, afirma. “Quem a levou para a escola nesse período foi o meu marido. Ele andava oito quilômetros com o pequeno no carrinho. Quatro para chegar até a Emef e deixar minha filha e mais quatro para voltar para casa, passando pela creche na volta para deixar o pequeno.”

Rosana diz que, após dias de apreensão, o transporte escolar da filha foi regularizado. “Sofremos muito como isso. A gente nem saberia o que fazer se o TEG não voltasse. Provavelmente teríamos de arrumar alguma perua para levá-la. Seria mais um gasto.”

Leite na escola

O corte na distribuição de leite tem razões orçamentárias. Em 2016, verba total do programa foi R$ 310,04 milhões. Segundo o governo municipal, para este ano o modelo beneficiaria 960,2 mil crianças teria um custo estimado de R$ 330,74 milhões. Mas, segundo a Secretaria Municipal da Educação, “a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2017 destina R$ 147,4 milhões à rubrica do programa”.

O fato de a distribuição de leite não atingir mais os estudantes acima de sete anos foi justificado pela Prefeitura, ao relevar o plano, pela “baixa necessidade do leite como complemento nutricional” nessa faixa etária.

Além disso, a gestão Doria também propôs “alteração do produto para maior concentração de cálcio e aumento na frequência do leite servido nas refeições na unidade escolar (5 vezes por semana)”.

Sobre a redução no envio para crianças pequenas, a Prefeitura disse ainda que “para os alunos da rede, as refeições nas unidades escolares já oferece o leite em quantidade adequada, de maneira que o leite entregue servirá para os finais de semana”.

Ainda conforme o governo municipal, para as crianças fora da rede “em situação de pobreza, a quantidade busca reduzir o déficit de cálcio numa dieta que pode não ser adequada à Primeira Infância”.

A respeito da interrupção do transporte escolar, a Secretaria Municipal de Educação informou, na época em parte dos estudantes ficou sem van, que não haveria corte no programa. A pasta afirmou que “têm direito ao atendimento os alunos deficientes, os que residam a dois quilômetros da unidade e os que encontrem barreiras físicas para chegar à escola”.

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Imundice nas ruas, paulistanos confinados sem poder sair de casa e Doria falha feio em seu primeiro teste, o Carnaval

João Doria, o João Trabalhador, acordou cedo, envergou seu uniforme de gari de caimento perfeito e foi a luta, ser filmado e fotografado em seus 15 segundos como varredor de rua. Estava lançado o programa Cidade Linda, marco do início de sua trajetória no comando da sofrida cidade de 21 milhões de habitantes, que mesmo em seus dias de Calcutá é vendida pelo novo prefeito para investidores árabes como a cidade dos sonhos, a cidade do mundo.Enquanto Doria acelerava um bólido no autódromo de Abu Dhabi, onde vestiu o figurino de caixeiro viajante para vender literalmente São Paulo, sua Cidade Linda ruía ao som de uma marchinha de carnaval.

   Aprovada pela maioria dos paulistanos o programa de limpeza há menos de um mês deixou poucas marcas consistentes e uma sensação de ser poeira de verão. Do prefeito gestor se espera muito. Uma zeladoria eficiente com ruas e avenidas limpas era  no mínimo obrigação, principalmente para quem veio depois de uma administração petista que relegou severamente a manutenção da cidade. Pois bem. Manchete da Folha de S. Paulo de ontem, domingo 19, ” “Símbolo da gestão Doria, varrição de rua recua em SP” e a quantidade de toneladas varridas na cidade é menor do que no primeiro mês do ano passado, num cenário de piora segundo o jornal. Neste mesmo domingo, o paulistano, principalmente o morador do bairro de Pinheiros na zona oeste e do centro, em menor escala, se viram obrigados a conviver com amontados de lixo a céu aberto. Em Pinheiros até banheiros químicos foram queimados, deixando a impressão que a cidade continua sendo terra de ninguém.

Paulistanos ficaram confinados em suas casas por que, como os blocos brotavam do asfalto interditando ruas, se tornou impossível se deslocar para qualquer lugar, enterrando planos e compromissos.Doria, o gestor, manteve São Paulo como uma espécie de Salvador de concreto, sem que a cidade tenha a menor vocação para tanto. Se milhares se refestelam, milhares sofrem simplesmente porque a cidade do mundo virou uma passarela do samba, onde é proibido circular, a não ser que você esteja com um cerveja não mão e uma marchinha na ponta da língua. O que fazer então prefeito no caso de uma emergência médica ou familiar? Se divertir é bom, blocos de ruas são opção bacana, barata e na medida do possível democrática, mas porque ao invés de espalhá-los pelas principais vias de São Paulo, não se decidiu concentrá-los em lugares como o Parque do Ibirapuera ou o Memorial da América Latina, grandes, acessíveis e como uma estrutura a disposição? Doria gestor, bom de factódie e fantasia falhou feio em seu primeiro grande teste.O lixo e os transtornos estão aí. E Doria parece começar a virar cedo demais o prefeito caricatura, o que foi se nunca ter sido.

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